Sábado, 11 de Julho de 2009

Como o Carvalho


Como o Carvalho

Todas as vezes que nos deparamos com problemas em nossa vida, observamos o quanto somos frágeis.
As alegrias se vão e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência.
Deus nos deixa lições interessantes em sua criação para nos mostrar o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas.
Você conhece uma árvore chamada CARVALHO?
Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente.
Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro), que naturalmente é a árvore que mais absorve as conseqüências de temporais.
Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica!
Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!
Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho.
Por absorver as conseqüências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força.
Muitas vezes uma aparência triste!
Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça!
Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme!
Assim somos nós.
Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes!
Um pouco marcados. Muitas vezes com aparência abatida, mas fortes!!!
Com raízes bem firmes e profundas na terra!
Podemos, com isso, compreender o que o nosso PAI maravilhoso quis nos ensinar, quando disse que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece.
E também a confiança do rei Davi quando cantou:
_"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte eu não temerei mal algum, porque TÚ estás comigo..."
Por isso quando olhar pela janela o lindo alvorecer, lembre-se de que não há temor com os infortúnios da dia, porque DEUS está consigo!
Ele o protegerá
Se você está passando por lutas muito grandes por estes dias, pense que (como o carvalho)...é só mais uma tempestade que o tornará mais forte, segundo aquele que nos arregimentou!
Saúde, Paz, Amor e Muito Sucesso!
Autor desconhecido
http://www.otimismoemrede.com/comoocarvalho.html

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Novo Jardim do Éden em Urantia - Conjecturado em Jerusem

O Livro de Urantia
Doc.55


7. O PRIMEIRO ESTÁGIO OU ESTÁGIO DO PLANETA
Essa época abrange desde o surgimento do templo moroncial, nas novas sedes planetárias, até o tempo do estabelecimento de todo o sistema, em luz e vida. Essa idade é inaugurada pelos Filhos Instrutores da Trindade no encerramento das suas
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missões sucessivas no mundo, quando o Príncipe Planetário é elevado ao status de Soberano Planetário, pelo mandato e pela presença pessoal do Filho de auto-outorga, do Paraíso, daquela esfera. Os finalitores, concomitantemente, inauguram as suas participações ativas nos assuntos planetários.
Para fins de aparências exteriores e visíveis, os governantes de fato, ou os diretores, desse mundo estabelecido em luz e vida, são os Filhos e as Filhas Materiais, o Adão e Eva Planetários. Os finalitores são invisíveis, como também o é o Príncipe Soberano, exceto quando está no templo moroncial. Os chefes verdadeiros e literais, do regime planetário, são portanto o Filho e a Filha Materiais. Foi o conhecimento dessas disposições que deu prestígio à idéia de haver reis e rainhas nos domínios do universo. E os reis e as rainhas têm um grande êxito sob essas circunstâncias ideais, quando um mundo pode dispor dessas altas personalidades para atuar em nome de governantes ainda mais elevados mas invisíveis.
Quando essa era for atingida pelo vosso mundo, não há dúvida de que Maquiventa Melquisedeque, agora Príncipe Planetário, vice-regente de Urântia, irá ocupar o assento do Soberano Planetário; e tem sido conjecturado, há muito, em Jerusém, que ele estará acompanhado por um filho e uma filha do Adão e Eva, de Urântia, que agora estão sendo mantidos em Edêntia como pupilos dos Altíssimos de Norlatiadeque.

Esses filhos de Adão poderiam servir, desse modo, em Urântia, em associação com o Soberano Melquisedeque, pois eles foram privados dos seus poderes de procriação há quase 37 000 anos, na época em que abandonaram os seus corpos materiais em Urântia, na preparação para o trânsito até Edêntia.
Essa idade estabelecida continua indefinidamente, até que todos os planetas habitados do sistema atinjam a era de estabilização; e, então, quando o mundo mais jovem – o último a alcançar luz e vida – tiver experienciado tal estabilização, por um milênio, no tempo do sistema, todo o sistema entrará no status de estabilizado, e os mundos individuais serão conduzidos à época de luz e vida do sistema.

(Nota; Seria a Ressurreição de Kreiz Viou - Filha de Hu e Korridwen na Mitologia Celta)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Druidismo - CDB



Colégio Druídico do Brasil
Saudação


OBJETIVOS

O principal objetivo do Colégio Druídico do Brasil é a elevação espiritual, estabelecer a harmonia entre as forças Cósmo-Telúricas e seus Membros, o alívio das sobrecargas e das escravidões, por meio da vitória sobre o erro e a ilusão e, assim, ajudar homens e mulheres em seus esforços, em suas buscas, para alcançar o Poder de uma Vida reta e fecunda, para reconhecer a Verdade e para a procura da Luz.

A este Colégio, toda pessoa sábia e espiritualmente esclarecida pertence de direito por sua natureza, porque todos, mesmo desconhecidos uns dos outros, são unos em seus objetivos, trabalhando sob a égide de uma única Luz da Verdade.Segue-se que, neste Colégio Sagrado, nenhuma pessoa pode ser admitida por outra, se ela mesma não tiver o poder de aí entrar em virtude de sua própria iluminação interior. Por isso, uma vez admitida, não pode ser excluída, a menos que se exclua por si mesma, ao se tornar infiel a seus princípios, esquecendo-se novamente da Verdade que tiver apreendido por sua própria experiência. Existe uma organização exterior e uma organização interior. São homens e mulheres que, tendo encontrado a Senda que conduz ao Conhecimento, consentem em estabelecer, com todo aquele deseje entrar nesta Senda, um intercâmbio que facilite o despertar de experiências pessoais benéficas.

De fato, as pessoas que já são suficientemente desenvolvidas espiritualmente para entrar em comunicação com a Grande Fraternidade Espiritual serão instruídas diretamente por este Espírito de Sabedoria. Aqueles, no entanto, que têm necessidade de conselhos e da ajuda do exterior, que querem aprender e saber, encontrarão acolhimento na Organização exterior.Estudamos com profundidade um único Grande Livro, o Livro da Natureza no qual estão contidas as chaves de todos os segredos.

Seguimos o único método possível de estudá-lo: o da experiência. Estudamos os textos do Ensinamento Druídico, confrontando-os com nossos estudos, nossas reflexões.O lema do Colégio Druídico do Brasil é:Nossos Ensinamentos não são vendidos. Eles são dados gratuitamente, salvo uma pequena contribuição que é dada pelos membros a fim de custear as despesas operacionais como, por exemplo, a confecção dos Cadernos de Estudos destinados a todos aqueles que querem recebê-los. Contudo, é exigido do novo Irmão que ele guarde silêncio sobre certos Ensinamentos, sobre determinadas coisas que concernem à Ordem na qual ele é admitido. E isto não é por Amor ao Segredo, mas devido ao fato de que a existência de uma consagração em comum entre os Buscadores gera, em certos limites, um poder psíquico que se degenera na palavra e assim, "não é necessário que as coisas consideradas como Sagradas sejam expostas aos olhares do vulgar para serem ridicularizadas e profanadas, porque isso resulta sempre no mal".

O Ensinamento do Colégio conduz à Plenitude do Ser, à Elevação Espiritual, à Vitória da Natureza Superior na realização do Estado mais elevado de Existência. Nele é ensinado o Simbolismo do Druidismo, a Astrologia, a Radiestesia, a Dendroterapia, a Onomância, etc. e, certamente a Filosofia Druídica e a Teologia de nossos antigos Mestres Druídas.A entrada da Grande Clareira está aberta a todos os homens e a ninguém é fechada. O Colégio Druídico do Brasil acolhe, de fato, todos aqueles que procuram seguir a Senda Druídica.

O estudo está dividido em 5 Graus, sendo a duração mínima dos quatro primeiros Graus de 10 anos. No entanto, existem condições preparatórias. Uma delas e a apresentação de trabalhos de pesquisa anuais.Inicialmente entra-se como NEÓFITO e num período mínimo de 2 anos, mas que cada um irá determinar pelos seus esforços, dedicação e compreensão dos Ensinamentos, o NEÓFITO tornar-se-á DISCÍPULO Bardo ou Ovate, conforme a Natureza do trabalho de pesquisa de passagem de grau que tenha escolhido. Mas, só será um Discípulo-Investido após a Iniciação, quando somente então poderá usar a Veste de seu Grau.Depois, o Discípulo-Investido passa um tempo em estudo e em preparação de novos trabalhos de pesquisa, dirigidos conforme o Ensinamento que o atrai e que lhe convém. No fim de mais dois anos (no mínimo), em que demonstra suas qualidades, sinceridade e lealdade no seio do Colégio, é conferido ao Discípulo-Investido uma Iniciação em que recebe o título de OVATE ou BARDO.O Ovate é mais especializado nas ciências, nas curas, nas plantas curativas, na radiestesia, na geobiologia, no estudo das Radiações astronômicas e astrológicas, etc...O Bardo se ocupa especificamente das artes em geral, da história, do simbolismo, da astrologia, dos números, etc...Com o passar dos anos dedicados ao trabalho, à aplicação dos princípios Druídicos e ao aperfeiçoamento dos conhecimentos, é o Bardo ou Ovate, ao final de no mínimo três anos, iniciado como EUBAGE, aquele que se prepara para a Grande Obra, aquele que no silêncio estuda. Finalmente, é chegada a hora de receber as Insígnias da Dignidade de DRUÍDA/DRUIDESA. Tem, assim, acesso a todos os conhecimentos e pode, por sua vez, ensinar os Buscadores que se decidem a seguir a Senda do Conhecimento.É entre os Druídas / Druidesas, os Sacerdotes da Natureza (e não do povo Celta), em conselho, que é escolhido o Grande Druída, o verdadeiro chefe espiritual do Colégio, que deve ter os conhecimentos completos e estar em comunicação com o Colégio Superior, onde é admitido todo aquele que trás o Druidismo em seu coração, em seu interior, aonde só o Amor, a dedicação, o trabalho desinteressado e a comunhão espiritual podem levar.

O Druidismo se apresenta como um conjunto muito antigo de ideais metafísicos de base, herdados da Hiperbórea e da Atlântida.

Sempre existiu e sempre existirá, desconhecido pela maioria, uma Ordem muito antiga de Clarividentes, de Sábios e de Instrutores ligada à mais antiga e pura Sabedoria, que em nossa época pode ser qualificada de Ligação Universal.Entre os Druídas, somos instruídos pela Sabedoria Divina, "A Ponte Celeste", cuja vontade é livre. Ela escolhe seus Discípulos entre aqueles que lhes são devotados. Os Mistérios que nos são ensinados abrangem o que pode ser conhecido a respeito do Incriado (Deus), da Natureza e do Homem.Com relação a esse aspecto espiritual do nosso Colégio, uma Druidesa há vários anos escrevia:

"Nossa Comunidade existiu desde a aurora da Criação, quando o Poder de Deus emitiu esta Ordem Divina:Que Haja a Luz!Ela continuará a existir até o fim dos tempos. É a Sociedade dos Filhos da Luz, aqueles e aquelas que Nela vivem e alcançaram a Imortalidade."

Nosso local de reunião é a Clareira Cósmica que impregna o Universo, tão fácil de encontrar para os eleitos e, entretanto, sempre escondido aos olhos do vulgar. Uma experiência necessária é a Confiança Mútua entre o Mestre e o Discípulo.
Aquele, ao qual falta confiança, não pode ser instruído nem guiado! Podem, sem dúvida, existir, coisas que, ao primeiro contato, pareçam estranhas, e para as quais nenhuma explicação possa ser dada ao Neófito. Mas, quando um determinado nível de desenvolvimento é atingido, tudo se torna claro. A Confiança necessária deve ser total e é de pouca utilidade se for de curta duração!A via do desenvolvimento da Alma, que conduz ao despertar dos sentidos interiores, é longa. Sem paciência e sem coragem, nada será cumprido.O fito daquele que segue a Senda Druídica é o de obter a Maestria de seu Ser Interior. Por esta razão, não deve ele submeter-se aos desejos da natureza inferior, mas procurar a natureza superior que é intuitivamente sentida, se bem que ainda desconhecida por muitos. Isto será conhecido pelo Discípulo se este estiver determinado a achá-lo.Obedecendo às indicações de um Mestre, em vez de seguir os seus desejos, a natureza inferior é dominada. Isto leva à natureza superior.O trabalho do Mestre pode, então, ser cumprido se ele ajudou o Discípulo a obter a Plenitude e a Maestria de si próprio.Essa conquista implica a Vitória da Divina Consciência no homem, sobre o que nele é terrestre e animal.O objetivo de tal conquista é a Realização de uma Verdadeira Humanidade, a aquisição de uma Imortalidade consciente na realização do estado mais elevado de existência. A Via Perfeita pode ser obtida por todos aqueles e todas aquelas que a procuram no Espírito e na Verdade.As Grandes Almas estão sempre prontas para ajudar aqueles que estão à procura de maior plenitude das coisas. Não será recusada a mão que socorre, a nenhum daqueles e daquelas que procuram seguir a Senda.O Colégio Druídico do Brasil, assim, buscará elevar a todos ao sentido mais alto do Dever e à posse da Alegria de Espírito, o que é um sinal exterior de Paz Interior. Possuir a Alegria de Espírito é ter, em si, o maior tesouro da existência mortal.Ao Buscador desse poderoso tesouro, os braços de nossa Fraternidade Druídica estão sempre estendidos.O Conhecimento e a Sabedoria Druídica foi transmitida sob formas diversas : nos chamados Livros de Pedras ou Megalitos, nos Contos, nas Canções populares, nas transmissões orais, principalmente as perpetuadas em segredo no seio de determinados grupos, nas Catedrais Góticas intituladas "Notre Dame", em escritos do início da Era de Peixes, na Cruz Druídica que encerra a filosofia e a cosmogênese, bem como vários Princípios Druídicos, nas Tríadas que são uma forma de transmitir o Ensinamento através de três sentenças.

Vejamos um exemplo e um desenvolvimento parcial do tema.1ª Tríada :"São três unidades primitivas e não poderia haver mais. São : UM DEUS, UMA VERDADE, UMA LIBERDADE, ponto de equilíbrio de todas as oposições.

"UM DEUS : O Incriado. A entidade primeira que deu origem a tudo que foi criado, quando do caos da matéria, saíram os 3 Sons, os 3 raios de Luz, culminando com a criação do Homem. Este foi dotado de uma alma tirada do sopro Divino. O homem pode distinguir o bem do mal em suas ações: é LIVRE.

UMA VERDADE : SERES de Luz, Espíritos Beneficentes são enviados à Terra para nos guiar, nos ajudar, nos aconselhar, nos manter na via da evolução, do Amor. " Eu sou a Verdade e a Vida". Recebe-se o Ensinamento conforme o grau de inteligência e de abertura espiritual. E nas múltiplas desencarnações encontramos os Guias que nos lembram a PALAVRA DIVINA.



UMA LIBERDADE : Temos o livre-arbítrio, como um ponto de escolha, e não como um ponto de orgulho. A verdadeira Liberdade é a da Consciência, quando podemos encontrar as sementes do Divino que existe em cada um de nós.


(Obs. Hoje em dia a Tradição é Oral, portanto totalmente Gratuita, sei disso pois sou Membro do CDB)

Caixa Postal 126.031 - Ag. Santa Rosa - Niteroi - RJ - Brasil - Cep.: 24241-970


Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O que é um Druida

Os Druidas foram os povos de origem indo-européia que habitava extensas áreas da Europa pré-romana, eram sacerdotes do lendário povo celta. Hoje é uma das vertentes do paganismo, o druidismo. O Druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã, todo druida é um pagão. O termo pagão tem origem no vocábulo latino paganus, que era usado para designar alguém que nasce no pagus (o campo, a Natureza).Em termos espirituais, portanto, pagão é aquele que acredita na sacralidade da Natureza e de todas as formas de vida. Qualquer forma de paganismo tem suas diversas deidades em seus panteões associadas à Natureza, com deuses e deusas que personificam as grandes forças naturais do mundo em que vivemos. Sendo que cada deus ou deusa cultuado é apenas uma representação alegórica para trazer a essência da natureza e do sentimento a ser realizado.Os Druidas eram sacerdotes do antigo povo celta, a natureza e as questões sobre respeito à vida acima de qualquer coisa é o ideal de um Druida, sendo curandeiros cujo possuíam o papel de curar a si mesmo, a comunidade e a natureza. Como os maiores sábios e seres dotados de dons especiais, os Druidas eram conselheiros de reis e sacerdotes das tribos. Praticamente tudo que é sabido sobre os druidas, foi relatado por historiadores gregos e romanos que tiveram contato com os celtas nos séculos que antecederam ao cristianismo. Descreveram como poderosos sacerdotes dos povos celtas, sábios e juristas, poetas, contador de mitos e lendas, místicos e conselheiros.Sabemos pouco sobre esses povos tão influenciadores nos mitos e em toda a Europa, porque eles não usavam a escrita para transmitir sua sabedoria, praticando a tradição oral como meio de preservação de seu conhecimento. E assim ao passar dos séculos foi perdendo-se o verdadeiro Druidismo. Contudo a essência do Druidismo, crenças e seus conceitos principais permanecem estáveis até os dias de hoje. A arte do Druidismo contemporâneo pode ser muito diferente dos druidas históricos, pelo fato de vivemos em outros tempos, com outras necessidades. Ao contrário de religiões que têm como base textos sagrados dogmáticos, o druidismo não fica limitado a escrituras ou leis. E com o passar dos séculos hoje é mais que uma religião é um modo de vida onde significativa a capacidade de satisfazer os anseios de quem segue este caminho, cuja natureza é à base da inspiração.


Um Druida segue as estações do ano, e o ciclo da Natureza. Um Druida não segue regras como qualquer religião, pois tudo é baseado na naturalidade e no amor que a natureza perfeita criou, seus rituais não devem ser escritos, mais sim sentidos no fundo de nossas almas e conectado ao universo com a inspiração que é denominada como magia. O mistério de um Druida é a conexão da alma com a Natureza, outra pessoa, o mundo em que vive, seu trabalho, seu alimento, seus desejos mais intensos.Tudo emana energia e nossa alma é energia. Toda energia é sagrada e deve ser respeitada e honrada. Assim como todas as formas de vida sem exceção. O Druidismo é a forma de amor e contato com a verdadeira criação do ser humano: A natureza. O nome Druida significa aquele que tem a sabedoria do carvalho. Seus templos eram as clareiras nos bosques sagrados e sua inspiração era a beleza do universo.Hoje, o maior papel de um Druida é transformar e interagir com o mundo para que ele seja um lugar mais equilibrado, mais puro e respeitado como qualquer um antigo sábio do carvalho cuidaria de seu mundo, seu lar na natureza, e sua conexão com o conhecimento e a cura para um planeta cansado de sofrer.
Por Letícia de Castro

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

História do Druidismo



Os fatos aqui escritos serão apenas apresentados basicamente, visto que o aprofundamento faz parte dos estudos regulares e não podem ser aqui descritos.

No ano 2373 A.C. na época chamada de início da Era Druídica do Renascimento, com a entrada do Sol em Áries, foi quando os conhecimentos dos sábios do passado ligados as nossas origens foram condensados num pantagrama chamado a Cruz Druídica (a de braços iguais, que não deve ser confundida com a Cruz Celta que tem ramos verticais desiguais).
Estabelecendo a data acima como um divisor de águas, as mais antigas Tradições Druídicas transmitem que a Atlântida, em suas ilhas bem ao norte, era habitada por populações brancas. Esta região era chamada de Hiperbórea. Ao sul, moravam habitantes de pele avermelhada.
Com a última glaciação atingindo a Hiperbórea, as pessoas foram obrigadas a descerem do setentrião em busca de regiões mais amenas. Este povo, mui freqüentemente levado à visão e à adivinhação, tinha Sábios que sempre buscaram a Paz e a Unidade. Estudavam a Natureza sob todas as suas formas, e o Cosmos, em suas transformações cíclicas. Chegando às regiões européias, aí encontraram, já instalados, povos vindos do Oeste (de outras partes da Atlântida) e os autóctones (chamados Ligures). Os seus Sábios confraternizaram-se. Reconheceram uma mesma Tradição.
Estes Sábios, fruto do novo convívio, tornaram-se os Semnothes, os adoradores, os servidores do Incriado. Eram monoteístas e estabeleceram-se em comunidades isoladas em meio às florestas, mas não sem deixar de conviver com o povo.
Milhares de anos mais tarde, estes Sábios tomaram o nome genérico de WID(s). Em celta, esta palavra significa Sábio(s), Vidente(s). De fato, dedicavam-se não somente ao estudo da Natureza como também ao estudo do ser e praticavam a vidência.
Por volta do ano 5500 A.C., em que o Druída Gwydon tinha utilizado o Viscum Album do Carvalho para curar uma grave epidemia que dizimava as tribos Celtas, durante o decurso de uma Cerimônia do Solistício de Inverno, cujos ecos chegaram até nós, estes Sábios passaram a ser chamados de DRU-WID ou DRUÍDAS. E, assim, por séculos e séculos de vida Druídica, as Vilas Druídicas foram formadas, cresceram e cuidaram do desenvolvimento de todos: na Floresta de Carnutos (onde anualmente Druídas, Druidesas, Grande-Druídas e Arqui-Druída reuniam-se) perto da cidade de Chartres na França, nas Ardenias, Tom-Belem (na Armórica, hoje Monte São Michel), Gavrinis, Sein (na Bretanha), Mona (atual Anglesay - País de Gales), Newgrange (Irlanda), para citar algumas.
Gwyddon - 2001


O heroísmo cristão na obra de Tolkien

O heroísmo cristão na obra de Tolkien

O Legendárium - Ensaios e Traduções
Por Stratford Caldecott
03 de junho de 2009

Que O Senhor dos Anéis é a obra de um católico devoto é um fato conhecido. Seus cantos élficos estão forjados segundo umas linhas melódicas que evocam a Benção, e sua estrutura moral procede diretamente do Novo Testamento.

Esta é, pois, uma obra cristã, ainda que de gênero antiqüíssimo e ao mesmo tempo brilhantemente original. Na medida que avança dos capítulos iniciais situados no Condado à vasta tela da Terra-media, O Senhor dos Anéis consegue integrar a forma da novela moderna à tradição muito mais antiga da poesia épica e da saga heróica. Isto não significa que Tolkien fora um bardo profissional louvando as gestas do seu herói tribal ou embelezando antigas lendas em algum castelo cheio de fumaça.

Era um catedrático de Oxford, um professor de línguas que tinha de escrever suas histórias na solidão da noite e a risco de perder sua reputação diurna. O mais perto que esteve de uma fogueira de castelo foi na taberna cheia de fumaça The Eagle and Child, com seus amigos os Inklings. O Senhor dos Anéis não é uma obra sem defeito, mas é mais rica e profunda que muitos livros preparados mais cuidadosamente por homens menos profundos. O que levava Tolkien a trabalhar até altas horas da noite não era só o desejo de contar uma história, mas a consciência de que ele era parte de uma historia. Talvez estivera escrevendo ficção, mas estava narrando a verdade sobre o mundo, como esta revelava-se para ele. E esta verdade foi descoberta na medida de que escrevia. "Tive sempre a sensação de registrar o que sempre esteve 'ali', em alguma parte, não de inventar", disse em uma das suas cartas.

[...] O Senhor dos Anéis trata de uma Busca, mas sua redação foi também uma Busca, assim como pode sê-lo sua leitura. A Busca é, sem lugar a dúvidas, uma das três ou quatro "estruturas profundas" utilizadas pelos narradores. Uma Busca é qualquer viagem na qual deve alcançar-se um objetivo difícil, acometer algum desafio, passar por alguma iniciação, ganhar ou descobrir algum objeto, local ou pessoa. A razão que explica a persistente popularidade do livro é evidente. Uma Busca deste tipo dá sentido à nossa existência. Não estamos onde queremos ou não somos o que desejamos ser: para chegar ali é necessário viajar, ainda que viajando, como G.K. Chesterton e T.S. Eliot, só para retornar ao ponto de partida "e conhecer o lugar pela vez primeira". (Little Gidding)

Todos sabemos, no fundo do nosso coração, que nossa vida não é simplesmente um progresso mecânico do berço ao túmulo, senão a busca de algo, de um esquivo tesouro. Este objetivo final inspira nosso trabalho e nosso comportamento. A Busca desencadeia nossa nostalgia de um paraíso perdido, nossa anseio de restauração e realização vindouras.

O livro que conhecemos como O Senhor dos Anéis é só um fragmento de um corpo muito mais amplo de contos, a maioria dos quais não foram publicados na vida de Tolkien. No transcurso dos anos foi ampliando-os pouco a pouco, preenchendo uma vasta tela histórica, tecendo tema sobre tema, até que a coleção chegou a ser uma "grande árvore", sólida e venerável como um velho carvalho, a tentativa de uma mitologia para Inglaterra.

Como filólogo, Tolkien estava bem preparado para sua Busca pessoal. Já na escola havia aprendido sem ajuda uma dúzia de idiomas. E como cristão, sabia que "no principio a Palavra era... nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens". Sua mitologia própria inicia com a criação. O Deus Único, Ilúvatar, dá existência ao mundo com a palavra, "Eä! Que estas coisas existam!" Enviando ao vazio à Chama Imperecível. Depois do momento exato da criação está a musica dos Ainur, a harmonizados arquétipos. Mas Eä, o mundo que é, começa, como no livro do Gênesis, com a Palavra e a Luz.

A árvore dos Contos de Tolkien cresceu a partir de uma única semente. Em uma de suas cartas descreve o momento exato em que essa semente começou germinar. Em 1913, em quanto lia o poema Crist do escritor anglo saxão do século VIII, Cynewulf, dois dos versos impressionaram-lhe poderosamente:

Salve Earendel, o mais brilhante dos anjos,
Enviado aos homens sobre a Terra Media.

"Senti uma curiosa excitação – escreveu Tolkien - como se saindo de um sono, alguma coisa se agitara em mim. Atrás daquelas palavras havia algo muito remoto, raro e formoso, se podia apropriá-lo, algo que estava muito alem do antigo inglês".

Com os anos, Earendel, agora Eärendil, se converteu para Tolkien no grande antepassado dos reis de Númenor, mensageiro das Duas Linhagens diante dos Senhores do Oeste. Para obter a ajuda destes para derrotar o Grande Inimigo, Morgoth (de quem Sauron não é mais do que um servo), teve que ingressar nas praias proibidas de Eldamar. Impossibilitado depois para retornar a Terra-media que havia salvado, os Valar lhe colocaram nos céus para que viajasse eternamente como a Estrela da Manhã. Sujeito à sua frente brilhava uma Silmaril, a última das três jóias forjadas por Fëanor em um distante passado, preenchidas com uma luz extinta no mundo há muito tempo. Deste modo, os versos de Cynewulf teriam crescido até se converter em toda mitologia:

Salve, Eärendil,
Portador da luz diante do Sol e da Lua!
Esplendor dos Filhos da Terra,
Estrela que brilha na escuridão,
Jóia no crepúsculo,
Radiante na manhã!

Mas, como chegou o Silmaril a Eärendil? Essa pergunta levou a Tolkien até Beren e Lúthien, ao mesmo coração do sistema mitológico do qual O Senhor dos Anéis é só um fragmento, e à essência da sua concepção do heroísmo... o conto de Beren e Lúthien é narrado por Bilbo a Frodo, e pelos Elfos em Valfenda, e é lembrado pelos personagens em numerosas passagens em O Senhor dos Anéis. A história de amor entre Aragorn e Arwen segue o modelo de Beren e Lúthien e ajuda aos protagonistas a compreender qual é sua missão do mesmo modo que ajudou Tolkien a compreender qual era a sua. Os dois mundos se unem na morte: uma lápide em Wolvercote identifica ao autor como Beren e a Edith, sua esposa, como Lúthien. "A Luz deve ser resgatada das trevas, inclusive ao preço da vida mesma, se temos chegado a ser dignos do amor".

A vontade de um homem não pode aspirar sem pecado à Chama Imperecível, eterna fonte do ser. Mas, como nas Silmarils de Fëanor, a criatividade pode forjar na terra um lugar para que essa luz brilhe, relembrando ou prolongando a perfeição perdida da inocência e contribuindo a perfeição final de um tempo fora do tempo ainda por vir. A guerra desencadeada pelo mal para ganhar a possessão da luz parece ser interminável, mas no meio da tragédia, a esperança nunca morre.

[...] Com maior claridade que em O Silmarillion, o heroísmo em O Senhor dos Anéis adota uma inconfundível forma cristã. Cada um dos três heróis principais é uma espécie de figura “crística”. Todos eles oferecem sua vida pelos outros, todos eles passam através da escuridão e inclusive de uma sorte de morte a uma espécie de ressurreição. Gandalf defende os companheiros contra o Balrog demoníaco na estreita ponte de Moria e cai com seu inimigo. Vitorioso, na morte é enviado de volta, já não como Gandalf o cinzento, mas dotado de uma autoridade de poder ainda maiores como Gandalf o Branco. Aragorn também “desce aos infernos” atrevendo-se a transitar as trilhas dos mortos sob a montanha, e convoca os espíritos dos mortos perjuros na pedra negra de Erech. Finalmente, Frodo passa através da impenetrável escuridão de Laracna sob Minas Morgul, ficando inconsciente até o ponto que Sam não pode distinguir se estava vivo ou morto. Mas em seu caso, a identificação com Cristo sofredor continua depois da vitória conseguida com tanto sacrifício. Suas feridas que lhe fazem parecer “cheio de luz”, nunca poderão sarar de todo na Terra-média. Desde os Portos Cinzentos passa ao oeste, e sua partida junto aos altos Elfos e Gandalf marca o final da Terceira Era do mundo.

O livro, porém, não termina com a partida de Frodo. Finaliza quando Sam retorna ao Condado e senta-se com sua filhinha no colo. Isto nos leva ao quarto, e eu diria central, herói dos Senhor dos Anéis Samwise Gamgee. Por que Sam mais do que Frodo, quem encarna melhor a condado e quem está mais profundamente mais enraizado naquela terra. No Senhor dos Anéis, o crescimento e o restabelecimento do condado andam juntos. Isto tem sentido por que, como Tolkien escreveu uma vez o propósito da narração é o “enobrecimento, ou santificação dos humildes”. O Senhor dos Anéis é um narração onde “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

O Anel é um símbolo de orgulho e poder. Representa tudo o que nos arrasta até o reino do senhor escuro tentando-nos a ser como ele. Sua forma circular é a mesma da vontade centrada em si mesma. Seu centro vazio sugere o vazio ao que nos jogamos usando o Anel. A invisibilidade que o portador é encoberto quebra as relações normais que mantemos em nosso entorno. Todos temos um Anel como este: conforme o alicerces da nossa própria Torre Obscura, quer dizer no seu falso Eu. Nossa Busca, como a de Frodo e Sam, consiste em renunciar o Anel e libertar-nos de sua influência sobre nós, seguindo a trilha que só Cristo tem seguido até o fim: sacrificando-se pelos amigos. Se este é o significado do Anel, renunciar a ele é impossível, como Tolkien compreendeu sem ajuda “externa”. Em Teologia isto seria a graça.

Lembremos que já nas Fendas da Perdição o portador do Anel reclama o Anel para si. Sua liberdade para jogá-lo no fogo havia sido minada pela tarefa de chegar até lá. O que finalmente o salva é o acidente, mas só aparentemente, pois em realidade é a conseqüência direta de sua decisão de salvar a vida de Gollum. Portanto, de certo modo não é Frodo propriamente dito quem salva a Terra-média, muito menos Gollum que lhe tira o Anel numa mordida, fazendo-o cair no fogo. Também não é Sam, que aprendeu da compaixão de Frodo e sem o qual este nunca haveria alcançado as Fendas da Perdição. O Salvador da Terra-média é Aquele que atua por meio do amor e da liberdade das suas criaturas, que perdoa nossas dividas “assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, utilizando nos seus erros e até os desígnios do inimigo para produzir em nós o bem. O final do Senhor dos Anéis é o triunfo da Providência sobre o Destino, mas também o triunfo da Misericórdia na qual o livre arbítrio auxiliado pela graça é plenamente afirmado.

[...] A queda do homem abriu um abismo cheio de fogo entre o mundo real e o mundo ideal, entre verdade e bondade. A ponte da beleza está danificada irremediavelmente, porém devemos unir os dois extremos convertendo nossa existência na trilha que salve os demais do abismo: qualquer um que atue desta forma converte-se em Herói e em Rei. No livro bíblico do Apocalipse se diz: “Ao que vença lhe darei maná escondido, lhe darei uma pedra branca, e sobre a pedra um novo nome escrito que ninguém conhece a não ser aquele que o recebe” (Ap 2,17). Este “nome novo” é a identidade eterna, a personalidade transfigurada, o tesouro oculto que cada um de nós tem vindo a descobrir na Terra. Mas não se trata de somente descobrir, mas de fazer, de cumprir. Deus aguarda nossa resposta na liberdade. Nossa eleição é essencial para o drama. E isso converte o mundo em um drama carregado de perigo real.


STRATFORD CALDECOTT, Over the Chasm of Fire: Christian Heroismin Lord of the Rings and The Silmarillion, ensaio publicado nolivro Tolkien: A Celebration, de JosephPearce, Londres, 1999.


Fonte; http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=579&Itemid=92

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Viagem Astral na Biblia

A Biblia Sagrada


II Coríntios, 12

1.
Importa que me glorie? Na verdade, não convém! Passarei, entretanto, às visões e revelações do Senhor.
2.
Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe.
3.
E sei que esse homem - se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe -
4.
foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir.
5.
Desse homem eu me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas.
6.
Pois, ainda que me quisesse gloriar, não seria insensato, porque diria a verdade. Mas abstenho-me, para que ninguém me tenha em conta de mais do que vê em mim ou ouve dizer de mim.
7.
Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade.
8.
Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim.

9.
Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.

10.
Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

Sábado, 4 de Abril de 2009

J.R.R. Tolkien, o homem que viu o amanhã

Por Ran Prieur
25 de maio de 2009

O Senhor dos Anéis talvez seja o livro de ficção mais amado do mundo de língua inglesa, e também o mais influente, tendo dado origem ao massivo movimento imaginativo ao qual chamamos género de fantasia na ficção e nos jogos.

Mas isto é só o início, as obras de Shakespeare, tal como as de Tolkien, foram consideradas lixo comercial pelos seus contemporâneos. Atualmente alguns dão a Shakespeare o crédito de ter inventado a consciência da civilização ocidental moderna. Na pior das hipóteses o mesmo previu o que aí vinha. Sugiro que Tolkien criou, interpretou ou antecipou a consciência humana do mundo que se aproxima, o mundo real que surgirá após a há muito aguardada implosão da civilização industrial.

Temos pensado n’O Senhor dos Anéis como um escapismo do mundo real para um passado mítico só porque a mitologia dominante do nosso tempo, que na realidade não passa de uma fantasia escapista, nos diz que assim é. Sugiro que não só faz sentido falar dum futuro Tolkienesco, como é para lá que nos dirigimos.

Agora a primeira dúvida em que todos devem ter é: o que estou querendo dizer? Teremos elfos, hobbits e orcs andando pelas ruas? Isso é muito improvável mas não é impossível – se o atual sistema se mantiver durante mais algum tempo pode até se tornar realidade a criação genetica de novas criaturas de aspecto humano com diferentes tamanhos, formas e talentos, e cada variedade terá tendência em unir-se e em tornar-se num povo autónomo com a sua própria cultura.

Mas mesmo sem essa diversidade biológica, se nos livramos dos poderes que nos controlam e nos tornarmos iguais, iremos desenvolver uma variedade espectacular de culturas e de sociedades – ainda mais diversa do que a anterior à civilização, devido à influência das tecnologias que sobreviverem. Com liberdade suficiente, algures existirão mesmo pessoas que vivam em casas nas árvores e que caçem com arcos, e algures existirão também pessoas que vivam em casas escavadas nas colinas e que pratiquem uma agricultura sustentável. E num futuro menos que ideal, os orcs e os seus líderes irão existir como uma sobrevivência ou uma reemergência do actual sistema, tentado assassinar ou escravizar todos os outros seres vivos e concentrar o poder hierárquico.

Iremos guerrear com espadas? Novamente, é possível. Mas seria mais proveitoso recordar (nesse mundo e naquele) que combates mortíferos só têm graça em histórias e em jogos. No mundo real é algo horrendo e horrível para todas as partes envolvidas.

Existirá magia? Claro! O único sistema de crenças que não aceita nada que se assemelhe com magia é o paradigma mecanista cartesiano, no qual tudo não passa de um objecto inanimado e o grito de um animal torturado não difere do som de uma campainha. Esta metafísica é insana e ativamente estúpida vista por todas as perspectivas excepto a sua. Mas uma vez que a maior parte de nós ainda se encontra inserido nesta perspectiva, é difícil imaginar-mos como será a magia. Tudo o que tenho a dizer é que, em cada sistema de crenças que não seja simbiótico de uma sociedade de morte e pesadelo, a matéria é uma característica da mente e não o contrário.

E, nesta Utopia mágica, as nações dominantes serão constituídas por monarquias hereditárias? A sexualidade pública será inexistente? Determinadas raças serão biologicamente boas ou más? Iremos procurar a felicidade identificando o que é mau e destruindo-o? Aqui podemos notar que Tolkien pode não ter compreendido algumas coisas tão bem como nós, e que podemos retirar da sua escrita aquilo de que gostamos e deixar de fora o que nos desagrada.

Podemos mesmo? O conceito de que podemos retirar as partes de que gostamos daqui e dali e forçá-las a unir-se num todo perfeito, é o mesmo tipo de pensamento que nos trouxe a esta confusão. Não podemos acomodar-nos e alterar o mundo – alteramo-lo vivendo nele, e não podemos escolher exactamente as características que nos agradam, porque essas características têm, elas próprias, gostos e desgostos, motivos e alianças e desentendimentos.

Além disso, todas as pessoas que adoram O Senhor dos Anéis, desde os anarquistas pagãos aos fundamentalistas cristãos passando pelos fascistas italianos, projetam valores diferentes sobre o livro e iriam tentar criar futuros Tolkiniescos bastante diferentes. Mesmo assim, essas visões têm algo em comum. O Senhor dos Anéis poderá não descrever, literalmente, o futuro, mas aponta para este de modo emocional – aponta exatamente para este, através da modernidade para o mundo além dela como a flecha de Bard através do coração de Smaug n’O Hobbit. E como os cinco exércitos que lutam pelo tesouro de Smaug, todos aqueles que sabem que a besta morreu irão combater por uma parte do que esta arrecadou.

Mas, como Tolkien sabia, a maior parte do mundo não é hostil ou imbecil, e não é por acaso que os futuros Tolkiniescos menos agradáveis, e os não funcionais, terão tendência a ser o mesmo. Por exemplo, se pegarmos n’O Senhor dos Anéis de que os fascistas gostam e o colocar-mos no mundo real, então os elfos, os anões e os humanos “bons” iriam exterminar os orcs e os duendes “maus”, e depois iriam manter esse mesmo hábito uns contra os outros, até que sobrasse uma só raça humanóide, e depois essa raça iria encobrir as provas de que outras raças alguma vez tivessem existido e inventar novas “raças” no seu próprio seio para alimentar o seu hábito assassino.

Visto deste ângulo, O Senhor dos Anéis é, acima de tudo, uma visão do passado! E é impressivamente semelhante a muita da História e da arqueologia não dominantes. Outra interpretação reaccionária parva é a que glorifica as armas medievais e a tecnologia. Seriamos estúpidos em imaginar que um mundo ao estilo medieval seria sustentável, uma vez que o mundo medieval real foi um estágio de passagem na rápida História da civilização.

Mas O Senhor dos Anéis é grande o suficiente para ser um ingénuo anseio pelo passado e uma inspirada visão do futuro – e uma inteligente apreciação do passado. A ideia de que a História se limita a avançar e que só melhora é outro conceito da actual era psicopata. O Senhor dos Anéis olha não só para o mundo medieval europeu mas também para o mundo pré-civilizado, e não é de todo estúpido acreditar que um mundo de estilo primitivo não seria sustentável, uma vez que na realidade foi sustentável durante centenas de milhares de anos, e foi suprimido apenas pela influência duma poderosa força externa.

Não creio que voltemos para trás para vivermos como índios, mas em frente, num círculo perfeito, num reinventado mundo não-civilizado, um mundo cru, selvagem e vivo, não porque seja inocente mas porque é experiente, e O Senhor dos Anéis descreve-o em modos sutis mas específicos:

Todo o universo e tudo o que este contém estão repletos de inteligência e de significado. Outras criaturas são tão espertas como os humanos e falariam connosco se conhecêssemos a sua língua – até mesmo as árvores! Quando as culturas não são conquistadas ou controladas, tornam-se extremamente diversas e criativas. As sociedades que se expandem e exploram os recursos arruinam tudo, mas desmororam sempre. As pessoas viverão entre as ruínas e os artefactos de civilizações já esquecidas, mas não tentarão trilhar caminhos iguais aos destas. As culturas irão adaptar-se às terras nas quais vivem, em vez de obrigarem as terras a adaptarem-se a elas. Apesar das pessoas pertencerem a uma região, mesmo assim podem aventurar-se e viajar. O mundo é feito de histórias, não de fatos; não é conhecido ou conhecível, mas flui numa surpresa e num mistério sem fim.

Tradução de Flávio Gonçalves


Fonte; http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=576&Itemid=93

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

O Silmarillion

Lançado em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, "O Silmarillion" é o resultado do trabalho de uma vida inteira, mais até do que "O Senhor dos Anéis". O autor começou a escrever as primeiras versões do livro em 1917, e nunca deixou de refinar, ampliar e revisar a narrativa ao longo de sua vida. Ao morrer, Tolkien deixou instruções para que seu filho Christopher pudesse organizar o material mais próximo da versão definitiva e o publicasse.
"O Silmarillion" é a história da Primeira Era, os Dias Antigos do universo tolkieniano. A narrativa, escrita num estilo solene e poderoso, comparável ao da Bíblia, revela ao leitor a origem de elfos e homens, a grande jornada dos Eldar para o Reino Abençoado de Valinor, e o retorno dos Noldor à Terra-média, liderados por Fëanor. Este príncipe dos Eldar, o mais genial artífice dos elfos, havia criado as Silmarils, jóias perfeitas nas quais estava contida parte da luz das Árvores de Valinor. Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, roubou as Silmarils e se refugiou em sua fortaleza de Angband, no norte da Terra-média. Fëanor e seu povo saíram ao encalço de Morgoth e iniciaram uma guerra desesperada contra o Grande Inimigo.

Além do "Quenta Silmarillion" ("A História das Silmarils"), o relato principal que dá nome ao livro, a obra inclui também quatro outros trabalhos menores. O primeiro deles é o "Ainulindalë" ("A Canção dos Ainur"), o mito da criação de Arda, a Terra, onde se revela o papel de Deus na mitologia tolkieniana. A seguir, temos o "Valaquenta" ("Relato dos Valar"), texto que explica a natureza e as atribuições dos Valar, os Poderes Angélicos que regem o mundo, bem como a relação destes com Morgoth, o Inimigo, e seu servo Sauron. O "Akallabêth" ("A Queda de Númenor") relata a origem do reino insular dos Dúnedain, seu esplendor e sua queda, causada pelo orgulho de seus habitantes e pelas mentiras de Sauron. Finalmente, "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era" conta como Sauron criou os Anéis num plano para estender seu domínio pela Terra-média e como os Povos Livres, ajudados pelos Istari (os Magos) puderam resistir ao poder do Senhor do Escuro e destruí-lo.

"O Silmarillion" inclui também mapas da Terra-média durante a Primeira Era, quadros genealógicos dos principais personagens, um índice onomástico extremamente detalhado e um apêndice com diversas raízes e elementos das línguas élficas. A versão brasileira do livro foi lançada pela Editora Martins Fontes no final do ano passado.


Retirado de : http://www.valinor.com.br/tolkien/bibliografia/o-silmarillion/


Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

O Que é Canalização - Por Lee Carrol



O Que é Canalização?


Sobre Canalização...
De Lee Carroll


Gostaria de aproveitar esta oportunidade para falar sobre canalização em geral. É sempre mal compreendida como sendo algo estranho e esquisito e aposto que você possui amigos a quem nunca diria... que estava lendo sobre canalizações! Algumas sentem que isto é do mal e muitos não querem ter nada a ver com isto. Ao contrário eles se voltam para outras informações que não são canalizadas (eles acham).
Definição de Canalização: As divinas e inspiradas palavras (ou energias) de Deus dadas aos Humanos por Humanos.
A definição acima é o que a canalização realmente É. Isto significa que não apenas a maioria das escrituras sagradas do planeta (todas as religiões)foram originalmente canalizadas, mas também muitos trabalhos artísticos e músicas. É algo absolutamente comum, mas como muitos outros processos re-emergentes na Nova Era, tem um estranho estigma sobre si. Deus não escreveu a Bíblia... os Homens sim, enquanto estavam divinamente inspirados.
Nós nos acostumamos a ter homens e mulheres de Deus “autorizados e sancionados” passando-nos informação... não as pessoas comuns.
Portanto, nesta Nova Era, onde a intenção básica e verdadeira do Mestre do Amor da Nova Era está começando a emergir (a auto capacitação para outros que não os sacerdotes), estamos vendo mais e mais “pessoas comuns” passando a informação de Deus.
Mesmo em nossa própria cultura, aceitamos as cartas de um homem comum para seus amigos em várias cidades na Terra Santa... como as palavras sagradas de Deus! (É assim que a maior parte do Novo Testamento da Bíblia Sagrada foi escrito.) Pense sobre isto. Isto é canalização!
Nós acreditamos que Deus não parou de falar com os homens a 2000 anos atrás. Pensar que Deus parou de se comunicar é negar sua própria divindade, ou confiar algum tipo de sacralidade especial ao passado, não se sentindo merecedor de se considerar parte de Deus no plano contínuo para uma Terra iluminada. Você merece uma comunicação continuada com Deus... o que eu ensino é na verdade uma parte de Você!
Mas há algo que vem com a canalização...
Responsabilidade!
Qualquer um pode canalizar, e o Espírito não é propriedade de ninguém. É para todos os Humanos, e não para alguns poucos. Portanto, a habilidade e o potencial para este atributo existem para todos nós. Como muitas outras coisas, a INTENÇÃO humana significa tudo. Nem todas as canalizações são dadas com INTENÇÃO PURA. Portanto, algumas são reais, e outras não... e VOCÊ deve ser capaz de dizer a diferença quando a escuta ou lê. Vem realmente do Espírito?
Atualmente muitos homens e mulheres estão espalhando verborragia, chamando a informação inspirada... algumas em páginas da internet, assim como esta. Como pode se dizer se é real ou não, já que não existe nenhuma organização lhe dizendo quem está “CERTO” e quem não está? (Você não está feliz com isto?)
A responsabilidade de um canalizador REAL é ASSOMBROSA. Informações sagradas e abençoadas podem mudar vidas! Informações auto-servidoras, egocêntricas e cheias de medo podem confundir e realmente impedir um crescimento espiritual pessoal. Como você pode saber a diferença? Kryon nos diz que temos o poder do discernimento para saber, e que seremos capazes até mesmo de “sentir” a diferença.
Para aqueles de vocês que ainda estão aprendendo como é este sentimento, tenho algumas informações que poderão ajudar. Foi originalmente publicada na revista “New Realities”em julho de 1987... dois anos antes de eu começar a canalizar (muito apropriado). O artigo é chamado “Orientações para o Discernimento Espiritual.” Doze (12) orientações são mostradas no artigo para que o leitor observe, tanto positivas quanto negativas. Acredito que esta informação seja acurada, tendo sido desenvolvida por Humanos iluminados para ensinar outros Humanos.
Abaixo eu apresento Sete (7) das doze.
Da próxima vez que se sentar em frente a um canal ou ler uma transcrição, considere estes sete itens apresentados abaixo. Enquanto escuta ou lê as palavras de um canalizador, também tente responder “qual é a intenção do humano falando?” Existe agenda ou ego Humano? Se detectar isto... então pare. Não pode haver presença de ego humano para que a informação seja acurada e verdadeira. O Espírito demanda isto do canalizador... eu sei. Também sei da experiência de doze anos de canalizações ao vivo que a mensagem irá SEMPRE ser preenchida com amor, e não medo. Observem isto!
Você “reconhece” a energia como sendo familiar e trazendo o sentimento de “casa?” Esta é outra chave. Se não, e você não puder se identificar com a entidade ou entidades que estão canalizando através do Humano, então talvez você pudesse deixar a mensagem por enquanto. Nem todas as canalizações vêm de uma entidade. Muitas vêm de seu próprio centro espiritual. Não fique sempre tentando determinar “quem” é, pedindo nomes ou tentando colocar peles e nomes nela. Considere que o seu centro é o Amor de Deus... e também é capaz de dar a VOCÊ mensagens para VOCÊ.
IMPORTANTE: Por favor, aproveite para ler “os quatro atributos do amor” como apresentado no capítulo um do livro seis de Kryon – Em Parceria com Deus. Te ajudará a compreender um estado sem ego... e alguns dos atributos da pura energia sagrada.
Discirna por si mesmo. O que está acontecendo? Mensagens de um humano?... ou mensagens de um Deus amoroso e sábio? Eu espero e dou as boas vindas a este teste a tudo que escrevo e falo como canal para Kryon. Tem que estar absolutamente presente todas as vezes.
ORIENTAÇÕES PARA O DISCERNIMENTO – New Realities Magazine – Julho 1987
Parafraseado...
1.
Sempre haverá informações úteis para todos. Tome cuidado com o canal que passa informações úteis para apenas uns poucos, ou que diz que são apenas para um grupo especial de número reduzido. Precisa ser útil para TODA a humanidade, cada indivíduo Humano. Esta é uma área de discernimento permitindo a você saber que está escutando a verdade.
2.
A mensagem deverá ser elevadora. Procure uma mensagem capacitadora – NÃO UMA DE MEDO, nem uma que deixe para baixo – não uma que te faça querer tomar ações medrosas ou se esconder – mas uma mensagem habilitadora! Este é um atributo da energia de Deus. Precisa estar lá. Deverá inspirar o ouvinte e o leitor. Todas as aparições angelicais perante Seres Humanos registradas na história começam com “Não tema!”
3.
Espírito (Deus) jamais canalizará uma mensagem que peça para que você abra mão de seu livre arbítreo. Nunca! Pois toda a experiência humana no planeta tem a ver com a livre escolha enquanto você se senta naquela cadeira de ouro. Livre escolha! A escolha é o que dirige o futuro do seu planeta.
4.
O Espírito nunca te dará uma mensagem – nunca – que te peça para violar a integridade do que você acredita. Você é honrado em seus processos de pensamento. O Espírito nunca irá te enganar ou “te forçar” a entrar em alguma coisa. A mensagem precisa nunca violar sua integridade. Você precisa se sentir confortável com ela, que soará verdadeira para o seu coração
5.
O Espírito, nunca apresentará um canalizador como sendo a única fonte. Procure por isto, pois existem muitos canais para o Espírito e todos eles coordenam suas informações para criar uma cena maior – especialmente nesta Nova Era. Eles NUNCA se apresentarão como a única fonte de informação.
6.
Observem o fato de que a informação é geralmente uma informação nova. Cuidado com os canais que simplesmente ajeitam o velho, pois eles não estão canalizando nada além do ego do ser humano. Nova informação é necessária. É toda a razão para a canalização. Pense sobre isto.
7.
Observem o fato de que a informação canalizada deve apresentar soluções espirituais. Soluções para desafios de vida na Terra, através de novas informações, é o propósito da canalização.
Oferecido em Amor,
Lee Carroll


Yonaguni - Misteriosa Descoberta



Yonaguni- A gigantesca estrutura sob mar no Japão seria uma Atlântida no Pacífico? .
Kihachiro Aratake estava mergulhando a 250 metros da costa da ilha japonesa de Yonaguni com o objetivo de ajudar a preparar um mapa de mergulho da região. Naquele dia de 1986 ele não imaginou que iria descobrir sem querer algo tão espetacular, que além de mudar a vida da até então pacata ilha, levantaria uma cortina de dúvidas sobre os fundamentos de toda a arqueologia: "- Parecia estar diante de um templo inca gigante, pensei presenciar algo impossivel, fui tomado por um temor e emoção enormes", disse ele depois, explicando sua perplexidade.
Enigma de fim de século: Yonaguni (foto:R.S.)Foi assim que o mundo tomou conhecimento pela primeira vez da "Pirâmide de Yonaguni". O monumento adormecido sob as águas do pacífico tem se tornado nos últimos anos centro de discussões geológicas e arqueológicas, atraindo à pequena ilha de Yonaguni, sudoeste de Okinawa milhares de estudiosos e curiosos, entre eles medalhões reconhecidos sobre o assunto. Há apenas cinco metros abaixo da superficie em sua camada mais alta, a gigantesca estrutura de quase duzentos metros de comprimento, com altura total de pouco mais de vinte e sete metros, tem a idade de dez mil anos ou seja, o dobro da pirâmide mais antiga do Egito, a de Saqqara.
Masaaki Kimura, geólogo da universidade de Ryukyu em Okinawa, foi o primeiro especialista a estudar a estrutura e concluir que ela foi construída artificialmente, não sendo obra da natureza como acreditavam os locais: "Uma obra prima da engenharia, erguida por uma nova e desconhecida cultura que dominava a mais alta técnica e exímia habilidade", comentou ele. Depois foi a vez de Teruaki Ishii, professor de geologia da Universidade de Tóquio. Ele disse que as estruturas datam no mínimo de 8000 AC quando a terra onde a construção foi realizada teria submergido ao término da última idade de gelo. Aos poucos o debate científico no mundo asiático passou a atrair especialistas e estudiosos ocidentais. Robert Schoch, geólogo da universidade Boston e conhecido por defender a tese de que a esfinge do Egito foi construída pelo povo de Atlântida, viajou com uma equipe para o local: " A pirâmide de Yonaguni é basicamente uma série de camadas enormes, cada um com proximadamente um metro de altura. Essencialmente, é uma face de precipício como o lado de uma pirâmide. Algo extremamente interessante. É possível que a erosão natural da água combinado com o processo de pedras rachando e se dividindo possam criar uma estrutura desse tipo, mas eu não vejo como tal processo possa ter criado uma estrutura tão bem formada quanto esta", concluiu ele no seu veredito. Graham Hancock, autor científico de bestsellers sobre outras eras também viajou ao local e emitiu sua opinião: "Na base do monumento há o que pode ser definido claramente como um caminho".
Dúvidas trouxeram poucos até o momento, entre eles o geólogo alemão Wolf Wichmann. Após mergulhar várias vezes no local e recolher amostras de pedras para estudos, ele opinou de forma cética sobre o assunto: "O templo gigante nada mais é que um bloco sedimentar criado pela natureza. A pedra sedimentar é cortada por rachaduras verticais e fendas horizontais. Os degraus e ângulos de 90 graus se constituem nestas zonas de ruptura. A plataforma superior é um caso típico de como áreas planas de rochas sedimentares são formadas. Além disso as plataformas possuem inclinação e nenhuma parede está em ângulo reto, apesar das sugestivas imagens dos detalhes", escreveu ele nas suas notícias.
A favor de Wichmann está o fato de que os primeiros sinais de civilização no Japão datam do período Neolitico ao redor de 9000 AC. As pessoas viveram neste momento como caçadoras. Não há nada no registro arqueológico que sugira a presença de uma cultura avançada o bastante para ter construído uma estrutura como esta. Portanto nada existe que comprove a civilização fantástica. Para a maioria entretanto, tomada pela síndrome de fim de século, toda e qualquer explicação chegou muito tarde. A pequena ilha de Yonaguni já se transformou em pólo turístico e Kihachiro Aratake, o que descobriu o templo submarino, tornou-se um próspero dono de hotel e ao mesmo tempo possui uma estação de mergulho no lugar. Recentemente até mesmo a Japan Airlines sucumbiu à febre e colocou o monumento submarino na sua propaganda.